Uber e Wayve anunciaram nesta quarta-feira, 2 de setembro, o início de corridas autônomas em Londres. A operação usa Ford Mustang Mach-E equipados com o AI Driver da empresa britânica e começa com menos de 20 veículos.

Usuários que pedirem UberX, Uber Comfort ou Uber Electric poderão ser direcionados a um dos carros sem cobrança adicional. Nesta fase, um operador licenciado permanecerá dentro do veículo para monitorar o trajeto.

Serviço ainda não é totalmente sem motorista

A presença de um responsável a bordo diferencia o lançamento de uma operação plenamente autônoma. Uber e Wayve pretendem retirar esse profissional futuramente, mas não divulgaram uma data.

A liberação depende de autorizações e regras locais. A Transport for London ainda precisa concluir etapas regulatórias antes que viagens sem operador possam ser oferecidas ao público.

Sistema aprende a dirigir em ambientes diferentes

Segundo a Wayve, seu AI Driver aprende com experiências de direção e consegue se adaptar a novas ruas, veículos, condições climáticas e cidades. Londres oferece um teste complexo por causa do trânsito, das vias estreitas e da variedade de situações urbanas.

A empresa descreve a abordagem como generalizável, mas o desempenho cotidiano precisará ser acompanhado em escala. Intervenções humanas, segurança e comportamento diante de cenários raros serão métricas importantes.

Passageiros não precisarão escolher o robotáxi

A correspondência poderá ocorrer automaticamente ao solicitar uma modalidade compatível. O aplicativo deverá informar quando o veículo selecionado usa a tecnologia autônoma e manter as regras normais de preço da corrida pedida.

Como a frota inicial é pequena, a disponibilidade será limitada. Área atendida, horários e expansão dependerão da operação e das autorizações locais.

Londres é a segunda cidade europeia da Uber

A capital britânica se torna a segunda cidade europeia em que a Uber oferece robotáxis, depois de Zagreb. A companhia investiu na Wayve em 2024 com o objetivo de levar veículos equipados pela parceira a diferentes mercados.

O início com supervisão funciona como demonstração pública e coleta experiência operacional. A transição para corridas sem motorista continuará condicionada a testes, confiança dos usuários e aprovação dos reguladores.

Fontes consultadas

Esta matéria foi produzida pela redação do Geek News a partir das fontes abaixo: